25/05/2021

arte | Obras e Projetos de Arquitetura Corporativa |

“Objetivo da arquitetura é amparar a imprevisibilidade da vida”

Paulo Mendes da Rocha

O arquiteto capixaba, Paulo Mendes da Rocha, deixou seu legado na arquitetura de São Paulo, contribuindo assim para amparar as imprevisibilidades da cidade. Essa visão ampla permitia que seu trabalho contribuísse com a essência da continuidade, quando cita Hannah Arendt em uma de suas entrevistas: “Sabemos que não nascemos para morrer, nascemos para continuar”.*

Foi destaque na Bienal de Veneza como representante brasileiro de arquitetura em 2000 e vencedor do maior prêmio de arquitetura, Pritzker, em 2006, premiação que divide com outro único brasileiro de renome: Oscar Niemeyer. Com sua dedicação à arquitetura moderna, Mendes Rocha, conquistou lugar de destaque com seu conceito estético. Trabalhou com Vilanovas Artigas consolidando o brutalismo paulista caracterizado por uma arquitetura limpa que prioriza o concreto. Virou referência ao lecionar durante anos na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, onde suas aulas eram muito procuradas pelos alunos.

Dos projetos que deixou para a cidade de São Paulo merecem destaque o Mube, Museu brasileiro da Escultura e Ecologia, com uma laje que flutua, e a marquise na Praça do Patriarca que também parece flutuar sobre os transeuntes. Os detalhes contemporâneos da reforma da Estação da Luz e Pinacoteca do Estado, com suas estruturas metálicas. Seus últimos trabalhos foram o Centro Cultural Sesc 24 de maio com uma piscina panorâmica e o Poupatempo de Itaquera integrado ao metrô.

Se encantava pela geografia e topografia do local para usar isso a seu favor, integrando o homem à natureza, ele explorava seus conhecimentos alterando os fluxos de circulação do entorno e modificando o terreno de forma limpa. Sua característica principal era a brutalidade e o concreto, mas preservava o bom convívio entre espaço e a sociedade ao redor. Usando rampas, varandas e vãos livres de concreto armado como forma de contribuição para a funcionalidade da sociedade, deixando sua marca de mestre na Arquitetura Moderna.

Em uma de suas citações mais famosas, Mendes Rocha falou: “A arquitetura não é para ser vista. É para ser vivida.” Ele eternizou neste mundo a visão de uma arquitetura integrativa e minimalista, sendo reconhecido como um marco da modernidade.

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